ACIDENTES COM LACRAIAS E TATURANAS

Os acidentes provocados por lacraias, centopéias e taturanas não são considerados de importância médica, pois se incluem entre os tidos como benignos. A lacraia, quando pica, causa dor e vermelhidão local, sem outras repercussões. Já a centopéia ou piolho-de-cobra,  ao ser esmagada, solta uma tinta que mancha a pele (arroxeada), mas não provoca inflamação na região.

As taturanas podem ter muitas formas (a da ilustração ao lado é uma delas), e os acidentes que provocam acontece quando alguém encosta qualquer parte do corpo em suas cerdas ou espinhos, já que essas lagartas não  picam.

Geralmente, as taturanas (que são larvas de mariposa, mas em estágio adiantado), costumam aparecer no início do verão, em árvores nativas ou frutíferas. Cuidado, pois, quando colher frutas ou manusear folhas e gravetos, lembrando sempre que o uso de luvas evita o acidente. Atenção especial também deve ser dada às crianças que costumam subir em árvores e colocar as mãos nas taturanas.

Qualquer que seja o tipo de taturana, o contato com suas cerdas pontiagudas faz com que o veneno contido nos espinhos seja injetado na pessoa. A dor, na maioria dos casos, é intensa, do tipo queimação, e vem acompanhada, em muitos casos, de inchaço e vermelhidão na área atingida, além de íngua.

Um tipo de taturana, conhecida como Lonomia, pode causar outros problemas além dos já mencionados, entre eles a alteração na coagulação sanguínea, sangramento em gengiva, urina ou outras regiões do corpo, que raramente chegam a ponto de provocar a parada de funcionamento dos rins (insuficiência renal) ou sangramento mais intenso.

Lavar bem o local com água corrente e fazer compressas frias com água ou gelo aliviam a dor na maioria dos casos. Assim como nos outros acidentes, não adianta colocar sobre a queimadura nenhum produto químico ou orgânico (café, folhas, pasta de dente, gasolina,etc).

Levar a taturana para identificação da espécie ajuda a distinguir a Lonomia das outras lagartas, pois neste caso, pode ser necessário o uso de soro para neutralizar o efeito do veneno (na ilustração, uma lacraia).

Todos os soros para tratamento dos acidentes humanos por animais peçonhentos, são distribuídos gratuitamente pelo Ministério da Saúde para hospitais credenciados. Em São Paulo, a lista dos pontos estratégicos para esse tipo de atendimento está disponível no site http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/zoo/Zoo_uni1.htm.

No Instituto Butantan,  o Hospital Vital Brazil atende os acidentados por animais peçonhentos, e presta orientação telefônica aos profissionais de saúde.

Funcionando ininterruptamente, com médicos durante as 24 horas do dia, dispõe de 10 leitos para o atendimento de pacientes picados por animais peçonhentos.

Aqueles que necessitam de soroterapia são internados e acompanhados pela equipe especializada, enquanto um serviço de pronto-atendimento funciona para esclarecimento diagnóstico e consultas ambulatoriais.

Fonte: Instituto Butantan

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