Resultados encontrados: EDGAR ALLAN POE

BARRIL DE AMONTILLADO, O

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Suportei o melhor que pude as injúrias de Fortunato; mas, quando ousou insultar-me, jurei vingança. Vós, que tão bem conheceis a natureza de meu caráter, não havereis de supor, no entanto, que eu tenha proferido qualquer ameaça. No fim, eu seria vingado. Este era um ponto definitivamente assentado, mas a própria decisão com que eu […]

BERENICE

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Dicebant mihi sodales,si sepulchrum Amicae visitarem, curas meas aliquantulum fore levatas  –  Ebn Zaiat (1)   O infortúnio é múltiplo. A infelicidade na terra tem muitas formas. Dominando o amplo e curvo horizonte, seus matizes são vários como os vários matizes de cores do arco-íris – e igualmente distintos, ainda que numa gradação toda particular. […]

CARTA ROUBADA, A

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Nil sapientiae odiosus acumine nimio. Sêneca Em Paris, justamente depois de escura e tormentosa noite, no outono do ano 18…, desfrutava eu do duplo luxo da meditação e de um cachimbo feito de espuma-do-mar, em companhia de meu amigo Auguste Dupin, em sua pequena biblioteca, ou gabinete de leitura, situado no terceiro andar da Rua […]

CORAÇÃO DENUNCIADOR

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Na verdade tenho sido nervoso, muito nervoso, terrivelmente nervoso! Mas por que ireis dizer que sou louco? A enfermidade me aguçou os sentidos, não os destruiu, não os entorpeceu. Era penetrante, acima de tudo, o sentido da audição. Eu ouvia todas as coisas, no céu e na terra. Muitas coisas do inferno eu ouvia. Como, […]

CORVO, O

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Foi uma vez: eu refletia, à meia-noite erma e sombria, A ler doutrinas de outro tempo em curiosíssimos manuais. E exausto, quase adormecido, ouvi de súbito um ruído. Tal qual se houvesse alguém batido à minha porta, devagar. É alguém – fiquei a murmurar – que bate à porta, devagar. Sim, é só isso e […]

GATO PRETO, O

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Não espero nem solicito o crédito do leitor para a tão extraordinária e, no entanto, tão familiar história que vou contar. Louco seria esperá-lo, num caso cuja evidência até os meus próprios sentidos se recusam a aceitar. No entanto não estou louco, e com toda a certeza que não estou a sonhar. Mas porque posso […]

LEONOR

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Sou oriundo duma raça caracterizada pelo vigor da fantasia e pelo ardor da paixão. Os homens chamaram-me louco; mas ainda não está resolvido o problema: se a loucura é ou não a suprema inteligência; se muito do que é glorioso, se tudo o que é profundo, não tem a sua origem numa doença do pensamento, […]

MANUSCRITO ENCONTRADO NUMA GARRAFA

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Quem tem apenas um momento mais de vida Nada mais tem a dissimular Da minha terra e da minha família pouco tenho a dizer. Os maus costumes e o acumular dos anos afastaram-me da primeira e alhearam-me da segunda. O meu patrimônio proporcionou-me uma educação pouco comum e uma disposição de espírito contemplativa permitiu-me ordenar […]

METZENGERSTEIN

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Pestis eram vivus – moriens tua mors ero. Vivendo era teu açoite – morto, serei tua morte. Martinho Lutero O horror e a fatalidade têm tido livre curso em todos os tempos. Porque então datar esta história que vou contar? Basta dizer que, no período de que falo havia no interior da Hungria, uma crença […]

MORTE ESCARLATE

MORTE ESCARLATE, A

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A “Morte Escarlate” havia muito devastava o país. Jamais se viu peste tão fatal ou tão hedionda. O sangue era sua revelação e sua marca – a cor vermelha e o horror do sangue. Surgia com dores agudas e súbita tontura, seguidas de profuso sangramento pelos poros, e então a morte. As manchas rubras no […]