Resultados encontrados: PATATIVA DO ASSARÉ

ABC DO NORDESTE FLAGELADO

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A – Ai, como é duro viver / nos Estados do Nordeste / quando o nosso Pai Celeste / não manda a nuvem chover. / É bem triste a gente ver / findar o mês de janeiro / depois findar fevereiro / e março também passar, / sem o inverno começar / no Nordeste brasileiro. […]

ALCO E A GASOLINA

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Neste mundo de pecado / Ninguém qué vivê sozinho / Quem viaja acompanhado / Incurta mais o caminho / Tudo que no mundo existe / Se achando sozinho e triste, / O alco vivia só / Sem ninguém lhe querê bem / E a gasolina também / Vivia no caritó. O alco tanto sofreu / […]

ANTONIO CONSELHEIRO

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Cada um na vida tem seu direito de julgar. / Como tenho o meu também, com razão quero falar / Nestes meus verso singelos, mas de sentimentos belos / Sobre um grande brasileiro, cearense, meu conterrâneo. / Líder sensato, espontâneo, nosso Antônio Conselheiro                                         Este cearense nasceu lá em Quixeramobim. / Sei, eu sei como ele […]

AOS POETAS CLÁSSICOS

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Poetas niversitários, / poetas de Cademia, / de rico vocabularo / cheio de mitologia; / se a gente canta o que pensa / eu quero pedir licença, / pois mesmo sem português / neste livrinho apresento  / o prazê e o sofrimento  / de um poeta camponês. Eu nasci aqui no mato, / vivi sempre […]

BURRO, O

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Vai ele a trote, pelo chão da serra, Com a vista espantada e penetrante, E ninguém nota em seu marchar volante, A estupidez que este animal encerra.   Muitas vezes, manhoso, ele se emperra, Sem dar uma passada para diante, Outras vezes, pinota, revoltante, E sacode o seu dono sobre a terra.   Mas, contudo! […]

CASTIGO DO VAIDOSO, O

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Quando ele viu um cabelinho branco Na sua negra e farta cabeleira, Disse, com raiva e cheio de canseira: Demora, diabo, que eu te pego e arranco!   Porém, o tempo, sério, rijo e franco, Que não gosta daquela brincadeira, Da planície o levou para a ladeira E colocou bem no cimo do barranco.   […]

DESGOSTO DO MÊDERO

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Ô Joana este mundo tem / sujeito com tanta faia, / que quanto mais qué sê bom / mais no êrro se escangaia, / istuda mais não prospera, / e pra sê burro de vera /  só farta levá cangaia. Ô Joana, tu já deu fé, / tu já prestou atenção, / que tanta gente […]

DOIS QUADROS

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Na seca inclemente do nosso Nordeste / o sol é mais quente e o céu mais azul, / e o povo se achando sem pão e sem veste, / viaja à procura das terra do Sul. De nuvem no espaço, não há um farrapo, / se acaba a esperança da gente roceira. / Na mesma […]