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ALVINHO, BOM PALPITE

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O Alvinho encarava um batente que não era mole. Se virava mais que charuto em boca de bêbado por uma grana muito mixuruca, que mal dava pra ele escorar os repuxos. Coisa que não é mole, hoje em dia,  com a vida custando os olhos da cara como anda. Muito nego se abilola. Principalmente se […]

AMOR É AMOR

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Mulher gamada é fogo. Elas, quando se vidram e se amarram num homem, são capazes de fazer das tripas coração pra defender seus interesses. Uma mulher apaixonada se transforma dos pés à cabeça. Se é classuda, cai da panca e, sem vacilar, apronta os maiores salseiros. Se é acanhada, endoida e não regateia pra fazer […]

ANÉIS, OS

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A bela sociedade, a sociedade alegre, composta de rapazes e de raparigas, estava reunida em roda da larga mesa da sala de jantar, convertida em mesa de jogo. A velha mãe das raparigas, a gorda Sra. Manuela Matias, bem sabia que aquelas noitadas de víspora e chá lhe custavam os olhos da cara… Mas que […]

ANJOS, OS

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No atelier do pintor Álvaro, a palestra vai animada. Lá está o poeta Carlos, muito aprumado, muito elegante, encostado a um buffet renaissance, sacudindo o pé em que a polaina branca irradia, mordendo o seu magnífico Henry Clay de três mil réis. Mais adiante, o escultor Júlio, amorosamente inclinado para a viscondessinha de Mirantes e […]

ARTE MATUTA

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Eu nasci ouvindo os cantos / das aves de minha serra / e vendo os belos encantos / que a mata bonita encerra Foi ali que eu fui crescendo / fui vendo e fui aprendendo / no livro da natureza / onde Deus é mais visível / o coração mais sensível / e a vida […]

CABOCLO ROCEIRO

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Caboclo roceiro, das plagas do norte / Que vive sem sorte, sem terra e sem lar, / A tua desdita é tristonho que canto, / Se escuto o teu pranto me ponho a chorar Ninguém te oferece um feliz lenitivo / És rude e cativo, não tens liberdade / A roça é teu mundo e […]

CAÇADOR DE ESMERALDAS

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Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada Do outono, quando a terra, em sede requeimada, Bebera longamente as águas da estação, – Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata, À frente dos peões filhos da rude mata, Fernão Dias Pais Leme entrou pelo sertão.   Ah! Quem te vira assim, no alvorecer […]

CANALHA, O

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Quando soube que a noiva tinha viajado de lotação com o Dudu, sentada no mesmo banco, pôs as mãos na cabeça: – Com o Dudu? E ela: – Com o Dudu, sim. As duas mãos enfiadas nos bolsos, andando de um lado para outro, ele estaca, finalmente, diante da pequena: – Olha, Cleonice, vou te […]

CARNAVAL DOS CORDÕES, O

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A tradição canavalesca de São Paulo era o cordão. Havia algumas escolas de samba, porém (e sempre tem um porém), os bambas, a pesada eram os cordões. Camisa Verde e Branco (branco mesmo), Vai-Vai, Paulistano da Glória, Campos Elíseos, Som de Cristal, eram todos famosos cordões. E o cordão paulista tinha batida diferente das escolas […]

COMO A PESCADA…

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Casados há três meses, – já o arrufo, já o ciúme, já a resigna… E Clélia quer que o marido, o Álvaro, lhe ponha já para ali toda a verdade: se foi de fato noivo de Laura, e porque é que foi expulso da casa de Laura, e porque não casou com Laura, e porque […]